sábado, 27 de fevereiro de 2010

Conta outra!


Pôr em dúvida a capacidade e habilidade das pessoas; não dar o devido valor; desdenhar. São essas as definições encontradas em dicionários para a palavra subestimar, o que só reforça aquilo que todos nós mortais já sabemos.

Aliás, é impressionante como alguns homens (não se pode generalizar) acham mesmo que nós mulheres acreditamos em todas as ‘verdades’ que eles contam. Devem até pensar que acreditamos em Papai Noel e em príncipes encantados.

O que esses seres ingênuos não sabem é que eles mentem muito mal e na maioria das vezes deixam rastros. Além disso, subestimam e muito a nossa capacidade de perceber as coisas nas entrelinhas e, inevitavelmente, o sexto sentido de mulher, que, acreditem queridos, existe! Se você for homem provavelmente deve estar pensando agora: “Nossa, que papinho mais clichê”. Pode até ser, mas isso não o torna menos importante.

O tal sexto sentido é algo comum entre todas as mulheres. (ta, pode até ser que entre alguns homens exista, mas com certeza é pouco). É algo intuitivo demais para ser definido com exatidão ou em teorias. Só sei dizer que ele aparece de repente, sem ser solicitado. É aquela impressão, aquele detalhezinho que poderia ter passado batido, é a certeza de que por trás de algumas palavras e histórias existe muito mais. E que o sexto sentido não seja confundido com desconfiança, porque são coisas bem diferentes.

Então, pense muito bem antes de subestimar uma mulher. No final, o subestimado pode ser você.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Panis et Circense - Marisa Monte



Eu quis cantar
Minha canção iluminada de sol
Soltei os panos
Sobre os mastros no ar
Soltei os tigres
E leões nos quintais
Mas as pessoas da sala de jantar
São ocupadas em nascer e morrer...

Mandei fazer
De puro aço luminoso punhal
Para matar o meu amor e matei
Às 5 horas na Avenida Central
Mas as pessoas da sala de jantar
São ocupadas em nascer e morrer..

Mandei plantar
Folhas de sonho no jardim do solar
As folhas sabem procurar pelo sol
E as raízes, procurar, procurar...

Mas as pessoas da sala de jantar
Essas pessoas da sala de jantar
São as pessoas da sala de jantar
Mas as pessoas da sala de jantar
São ocupadas em nascer e morrer...

Mas as pessoas da sala de jantar
Mas as pessoas da sala de jantar
Mas as pessoas da sala de jantar
Mas as pessoas da sala de jantar
Mas as pessoas da sala de jantar
Essas pessoas da sala de jantar
São as pessoas da sala de jantar
Mas as pessoas da sala de jantar
São ocupadas em nascer e morrer...

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Todo carnaval tem seu fim. Ainda bem!


Nunca gostei de carnaval. Nunca mesmo.Lembro-me que quando criança até participava das matinês e festinhas, mas era muito mais para fazer parte do grupo, ir no embalo, do que qualquer outra coisa. No fundo, nunca senti qualquer empolgação.

Mas pior que isso, só mesmo aquelas pessoas que acham que quem não gosta de carnaval é sujeito “ruim da cabeça” ou então “doente do pé”. Sério. Ninguém merece! E está cheio dessas pessoas por aí. No carnaval deste ano mesmo ouvi vários comentários do tipo...

Claro que eu não tenho nada contra quem adora e aguarda ansiosamente o ano todo para se ACABAR e se SENTIR muito mais feliz nesta época. Acho, inclusive, o carnaval uma festa super democrática porque participa quem quer. Só acho bem dispensável a quase obrigação de que só porque somos brasileiros temos que gostar e participar.

E essa opinião não é porque a profissão que escolhi me roubou a maioria dos finais de semana e feriados, muito pelo contrário, é simples assim: não gosto.

Prefiro aproveitar o carnaval para descansar, viajar (sempre que dá), sair com os amigos, ficar realmente à toa, e qualquer outra coisa que não lembre confetes, serpentinas, espumas, buzinas, empurra-empurra, apertos, bêbados inconvenientes e por ai vai....

Sei que isso tudo pode parecer um pouco falta de humor. Pode até ser...
Para algumas coisas sim, definitivamente.


segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Eles estão por toda a parte




Barulho no trânsito, música excessivamente alta, gritaria, barulhos na construção ao lado, bebê que chora, gritaria na feira, barulho do ônibus, bate papo em tom elevadíssimo no trabalho, barulho no vizinho e por aí vai....
Se assim como eu você acha que existem ruídos demais no mundo e tem dias em que se sente cansado, saiba que não estamos sozinhos! Trata-se de uma reclamação com muito fundamento!
Para o neurologista Ivan Izquierdo há sim ruídos demais no mundo. O coordenador do Centro de Pesquisas da Memória da Pontífica Universidade Católica do Rio Grande do Sul pesquisa o que faz com que as memórias persistam por mais tempo. Em muitos dos seus artigos ele estuda os mais variados e possíveis ruídos da sociedade contemporânea e explica a relação direta deles com a qualidade de vida. Os ruídos que Izquierdo se refere não são somente aqueles auditivos, mas também os visuais e sensoriais. É tudo aquilo que gostaríamos de poder ignorar para então prestar atenção ao que realmente nos parece importante.O excesso de ruídos atrapalha diretamente a formação da memória, a percepção e a sensibilidade, prejudicando as memórias gravadas anteriormente, diz Izquierdo. A solução, segundo ele, é manter-se atento e aprender a discriminar informação de ruído.
No português direto, seria mais ou menos o que acontece quando praticamos a chamada memória seletiva. Acho que podemos praticar também a ‘audição seletiva’. Quem sabe assim daria para aproveitar mais o que realmente interessa.

Era a primeira vez que eles se olhariam cara a cara. Até o aguardado dia eles se olhavam, no máximo, através de uma web cam. O caminho de casa até o bar parecia longo demais. Para piorar o sábado quente derretia a maquiagem que ela cuidadosamente tratou de preparar. Como vai ser? O que dizer e imaginar? Ela estava demasiadamente ansiosa para conseguir organizar qualquer pensamento que fosse... Já sei, colocou-se a pensar: vou agir com naturalidade. Isso, naturalidade é sempre uma boa saída.
Uma ligação inoportuna no meio do caminho quase consegue a tirar do sério, não fosse pela enorme vontade de que o encontro fosse ótimo e que desse tudo muito certo. Estava 15 minutos atrasada e, para não perder tempo, parou o carro de qualquer jeito na primeira vaga que encontrou.
Agora sim, o virtual se tornaria real, depois de cinco meses de muita conversa. Caminhando até a entrada, enquanto olhava procurando aquela pessoa, ela ajeitava o vestido e ao mesmo tempo reforçava o pensamento que a naturalidade era tudo!rs.
Entrou e o avistou. Ele Já estava sentado, com algumas cervejas na mesa. Ele já a tinha notado e agora a acompanhava com o olhar, enquanto ela caminhava até a mesa...
Primeiro sinal de comunicação entre os dois: um sorriso. Parecia ser o que os dois imaginavam....
E assim começava mais uma história, dessas que acontecem a todo o momento, em todos os cantos do mundo. Ali se encerrava um ciclo e ao mesmo tempo começava um novo. Sem mais...

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Show da Fé



Pensei em qual poderia ser minha primeira postagem. Resolvi que vou começar com um artigo que fiz recentemente. São apenas as impressões de quem tentou despir todo e qualquer tipo de preconceito e entender o outro lado da história....

Show da Fé
Eles chegam de diferentes lugares, com diferentes problemas. Em comum, compartilham de um mesmo propósito: a busca por um milagre.
O lugar é grande, quente, com cadeiras plásticas cuidadosamente distribuídas em filas, e no altar uma faixa extensa reforça uma mensagem bíblica. Aos poucos as pessoas vão sentando, sentindo o clima de identificação e esperança.
São jovens, velhos e crianças novas demais, com os olhos arregalados tentando entender “aquilo tudo”.
Particularidades à parte, cada uma delas buscam, nas palavras e discursos inflamados, o apoio e a esperança perdida na dureza do dia a dia, no descaso da vida, na pobreza, mas, principalmente, na falta de perspectiva.
Cada minuto compartilhado ali, com o homem responsável por disseminar os ensinos de Deus, de lembrar a todos que aos olhos do criador nada é impossível, é precioso. Rapidamente formam-se filas, mas a espera não é problema para quem busca uma solução, um acalento. Mais que um representante do divino, eles tornam-se verdadeiros psicólogos, que dividem o tempo em ouvir, em devolver o ânimo perdido e, ainda, doutrinar os espíritos errantes que teimam em destruir vidas, famílias ou qualquer esperança de dias melhores.
Ao invés de apenas orações ou preces, os ensinamentos são, principalmente, compartilhados através de músicas, acompanhadas pelo som de um teclado. O estímulo é tanto que aos poucos as pessoas se soltam, cantam, choram, exteriorizam toda a angústia que as destroem por dentro, sem se preocuparem com o ridículo, com o bonito ou feio. O importante naquele momento não é entender, e sim sentir, transcender toda aquela fé guardada.
Independente da busca, eles parecem, no fim, ter encontrado o que foram buscar: a paz de espírito. Já outros têm a certeza da cura.
Termino com uma frase que já ouvi de muitas bocas e li em muitos lugares: Todas as religiões levam ao mesmo Deus, só o que muda é o caminho.