O mundo não
acabou, mas, para algumas coisas, não encontro melhor expressão que a
antiguinha: “É o fim do mundo”. Há formulas e segredinhos para tudo, prontos
para serem proferidos como solução para os problemas de todos, aliás, os dos
outros, claro!
Palpites
relacionados a vida sentimental das pessoas ou em como manter um casamento ou
não ‘cansar a pessoa amada’ também estão por todas as partes. Na TV aberta, recentemente,
assisti ao programa The Love School, comandado por um casal bonito de apresentadores – sendo marido e mulher. Eles dão dicas práticas e efetivas
de como reconhecer o valor da vida conjugal e como resguardá-la do risco da
separação. Com exatamente esses termos. O casal, claro, faz a linha nascemos-um-para-o-outro.
De tantas dicas, nasceu até um livro- Casamento Blindado. Casais também
participam do programa dando depoimentos e recebem orientação e têm suas
rotinas analisadas.
Não questiono a
eficácia desse tipo de programa e a quem ele convence e se sente beneficiado de
alguma maneira. Fico pensando sobre essa necessidade de seguir modelos e dicas
que pretendem ensinar tudo: até a amar, como amar e de que forma blindar-se
contra tudo. Como se os relacionamentos humanos não estivessem sujeitos a mudanças,
como se as pessoas não mudassem ou tivessem o direito- legítimo- de mudar de
ideia e buscar o que a completa e faz total sentido. Não estou levantando a
bandeira da superficialidade nos relacionamentos, dos sentimentos fugazes. Mas,
sinceramente, acredito muito mais na naturalidade, nas imperfeições, mas que
ainda assim te fazem querer ou não continuar com uma pessoa. Acho que é mais ou
menos assim: ”O amor não é aquela coisa colorida onde tudo se
encaixa perfeitamente...o nome disso é LEGO”.
