segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Eles estão por toda a parte




Barulho no trânsito, música excessivamente alta, gritaria, barulhos na construção ao lado, bebê que chora, gritaria na feira, barulho do ônibus, bate papo em tom elevadíssimo no trabalho, barulho no vizinho e por aí vai....
Se assim como eu você acha que existem ruídos demais no mundo e tem dias em que se sente cansado, saiba que não estamos sozinhos! Trata-se de uma reclamação com muito fundamento!
Para o neurologista Ivan Izquierdo há sim ruídos demais no mundo. O coordenador do Centro de Pesquisas da Memória da Pontífica Universidade Católica do Rio Grande do Sul pesquisa o que faz com que as memórias persistam por mais tempo. Em muitos dos seus artigos ele estuda os mais variados e possíveis ruídos da sociedade contemporânea e explica a relação direta deles com a qualidade de vida. Os ruídos que Izquierdo se refere não são somente aqueles auditivos, mas também os visuais e sensoriais. É tudo aquilo que gostaríamos de poder ignorar para então prestar atenção ao que realmente nos parece importante.O excesso de ruídos atrapalha diretamente a formação da memória, a percepção e a sensibilidade, prejudicando as memórias gravadas anteriormente, diz Izquierdo. A solução, segundo ele, é manter-se atento e aprender a discriminar informação de ruído.
No português direto, seria mais ou menos o que acontece quando praticamos a chamada memória seletiva. Acho que podemos praticar também a ‘audição seletiva’. Quem sabe assim daria para aproveitar mais o que realmente interessa.

Um comentário:

  1. Não é incrível como, mesmo com audição, visão e memória seletiva, sempre acabamos dando importância excessiva à picuinhas que não nos levam à nada? Como uma crítica negativa nos marca mais que 10.000 elogios sinceros? O ser humano realmente procura sarna para se coçar... quando não encontra, começa a procurar pêlo em ovo...

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