quinta-feira, 14 de julho de 2011

" O trem que chega é o mesmo trem da partida "

E eis que a rotina mudou. Acordar cedo, stress, despertador. A certeza de antes e a cômoda sensação de estabilidade literalmente foi-se embora.

Nosso trabalho é, realmente, nossa segunda casa. Quantos episódios da vida real assistidos diariamente ...

Três anos passaram rápido. Lembro-me ainda de quando cheguei, sem praticamente nada saber, mas com uma expectativa enorme. Era, finalmente, o sonho do primeiro emprego, NA ÁREA.

Colocaria, enfim, em prática todo o conteúdo estudado em quatro anos. Sem falar na certeza de que, pelo menos naquele início, o medo do desemprego havia ficado lá fora, atrás do portão do “sonho de consumo” de alguns, acredito.

Neste período aprendi muito, sempre. As primeiras impressões ao acompanhar,de perto, o passo a passo de uma notícia, da apuração a edição enchiam meus dias.

E assim foi por muito tempo.Sempre tentei dar o meu melhor, contribuir para que,no final, o trabalho coletivo pudesse ser reconhecido. Sempre pensei,e acho que poderia ser consenso, que o material final é o espelho de um trabalho que passa por muitas mãos. Sendo assim, o empenho também deveria ser coletivo.

Tantas coisas. Mas a parte mais difícil é despedir de quem gostamos. Despedir-se de hábitos e costumes. De uma rotina estressante, mas recompensadora ao final de cada trabalho bem feito.

Mas a mudança anuncia, mais a frente, o desconhecido. Mas não o temível desconhecido, como muitos preferem pensar. O desconhecido traz também a oportunidade de tentar coisas novas, a chance de colocar em prática todo o meu “desprendimento”, de explorar aptidões que provavelmente estavam escondidas ou nunca foram sequer “reconhecidas”.

Partir é éstranho. Mas mais estranho ainda é continuar em uma situação que não promove mais o prazer, a satisfação pessoal.

O bom é saber que as amizades conquistadas continuam, muito além da redação. E as notícias, claro, não param nunca!

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