domingo, 4 de maio de 2014

Tudo tem seu lugar


As pessoas estão cada vez mais fortes, mais seguras, bonitas e joviais, autosuficientes, bem capacitadas,  descoladas, bem informadas, mas também cada vez mais solitárias e individualistas.

Se gasta dinheiro e tempo demais com estética, na busca por padrões de beleza, grifes e ostentações idiotas. Mas gasta-se pouco ou nenhum tempo para amar outra pessoa. E isso não tem nada a ver com anulação, e, sim, entrega.

Acumula-se troféus,prêmios,títulos,rótulos e dívidas para sustentar padrões de luxo tão elevados quanto desnecessários. Mas nutrir e investir seu amor com exclusividade para uma pessoa é "perda de tempo". "Você sabe, esse lance de exclusividade, definem alguns, não está com nada".#naomerepresentam

Também há traumas e decepções amorosas demais. Busca-se quantidade, variedade, superficialidade. Ir mais fundo, virar a capa do livro e conhecer as próximas páginas é para os fortes. Os intensos, aqueles que têm coragem. Que não abrem mão de viver e conhecer de verdade.

Amar na mesa do bar é fácil. Só encontros casuais, buscando quantidade, vantagem e superficialidade só fazem de você mais um na multidão. O que é um direito de escolha também, evidente.

Penso que é muita vaidade para muito pouco do que se orgulhar. Joguinhos que todos já cansaram de brincar.









2 comentários:

  1. Ô de casa... Posso dar palpite?

    Eu realmente concordo contigo com relação a essa tendência que a sociedade vem tendo. Vivemos a "era das aparências", onde o indivíduo está tão preocupado em ser socialmente aceito que meio que abre mão de seu próprio eu para se sentir inserido em um status coletivo que, as vezes, sequer lhe agrada. Não damos valor necessariamente a aquilo que apreciamos, mas sim a coisas que achamos que irão nos tornar "normais" diante dos olhos do mundo.

    Sinto que estamos tão preocupados com isso, em sermos aceitos, que meio que abrimos mão de nossas diferenças, daquilo que nos faz especiais e relevantes no mundo, e isso de fato é um bocado triste... Ao menos eu penso assim.

    Mas enfim... Gostei de sua reflexão, moça. Espero que não se incomode com a visita intrometida.

    Um abraço.

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  2. Oi Zé...tudo bem? Um comentário. Que bom! rs Desculpe a demora em responder, mas é que não atualizo o blog com a frequência que eu gostaria.
    A verdade é que sobram ideias, mas não tempo!
    Sobre a postagem, é isso mesmo que você disse. Acho que está tudo muito superficial, efêmero. Gostei do nome e da descrição do seu blog.

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